Sexta-feira, 29 de Junho de 2007

Concerto de Apresentação LUZ | Paradise Garage


Publicado por Universal Music Portugal às 17:35
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Concerto de Apresentação LUZ | Paradise Garage


Publicado por Universal Music Portugal às 17:34
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Concerto de Apresentação LUZ | Paradise Garage


Publicado por Universal Music Portugal às 17:30
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Concerto de Apresentação LUZ | Paradise Garage


Publicado por Universal Music Portugal às 17:19
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Segunda-feira, 25 de Junho de 2007

"LUZ" já à venda

Terminou o countdown.

"LUZ" chegou hoje às lojas, disponível numa edição especial e limitada, acompanhado de um livro de 48 páginas com ilustrações e fotografias da autoria do fotógrafo Augusto Brázio.

Na Fnac encontra-se também disponível uma edição exclusiva autografada por Pedro Abrunhosa.

 


Publicado por Universal Music Portugal às 13:46
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Sábado, 23 de Junho de 2007

Passatempo

O Pedro Abrunhosa leva-te a conhecer a sua nova Luz!

Temos 25 convites duplos para te oferecer para o concerto de apresentação do novo disco de Pedro Abrunhosa & Bandemónio, “Luz”, no dia 26 de Junho de 2007, às 21h30 no Paradise Garage.

Para participares basta responderes a uma pergunta e fazer uma frase.


O Passatempo termina dia 25 de Junho às 23h59.

Os vencedores serão notificados por email ou por telefone.

Serão vencedores aqueles que responderem correctamente à questão e que tenham as frases mais criativas .


Publicado por Universal Music Portugal às 00:38
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Sexta-feira, 22 de Junho de 2007

PONTES ENTRE NÓS


(Pedro Abrunhosa | Pedro Abrunhosa)

Eu tenho o tempo,
Tu tens o chão,
Tens as palavras
Entre a luz e a escuridão.
Eu tenho a noite,
E tu tens a dor,
Tens o silêncio
Que por dentro sei de cor.

E eu, e tu,
Perdidos e sós,
Amantes distantes,
Que nunca caiam as pontes entre nós.

Eu tenho o medo,
Tu tens a paz,
Tens a loucura que a manhã ainda te traz.
Eu tenho a terra,
Tu tens as mãos,
Tens o desejo que bata em nós um coração.

E eu, e tu,
Perdidos e sós,
Amantes distantes,
Que nunca caiam as pontes entre nós.

Publicado por Universal Music Portugal às 00:00
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Quinta-feira, 21 de Junho de 2007

LOBO NO LUAR


(Pedro Abrunhosa | Pedro Abrunhosa & Bandemónio)

Passo a passo vou seguro,
Contra a cadência do dia,
No espelho o teu futuro
Sem sombra de fantasia.
Caio só aos pés da cama
Atiro o teu nome ao vento,
Que noite em que não se ama
Torna o meu amor sedento.

Esconde o teu olhar
Não me cruzes o caminho
Como um lobo no luar
Quero acordar sozinho
E digo… Oh oh oh
Como um lobo no luar… [bis]

É de alva a tua pele,
É de prata o teu silêncio,
Rasga, sê cruel,
Dá-me aquilo em que eu te penso.
Sou fera, sou fraco,
Sente esta mão de fogo,
Que dia em que não ataco
É dia em que não sou lobo.

Esconde o teu olhar
Não me cruzes o caminho
Como um lobo no luar
Quero acordar sozinho
E digo… Oh oh oh
Como um lobo no luar… [bis]

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Quarta-feira, 20 de Junho de 2007

O DIA DEPOIS DE HOJE


(Pedro Abrunhosa | Pedro Abrunhosa)

Sem sabermos,
A cidade parou,
Uma noite,
Que afinal não chegou.
E tu como um livro,
No branco das páginas
E eu a ler-te nas lágrimas,
Que a manhã acordou.
Sem sabermos,
Inventámos a dor.

A vida é um jogo,
Um instante infinito
Um quarto de fogo,
A esconder cada grito.

Sem saber,
Abracei-te demais,
Uma porta fechada,
Os teus passos na escada
A fazerem sinais.

A vida é um jogo,
Um instante infinito.
Um quarto de fogo,
A esconder cada grito.
E Antes do fim,
Antes de ti.

Amanhã, parto contigo.
Amanhã, foge comigo.
Amanhã, longe daqui.
Amanhã, leva-me em ti.

Sem saberes,
Escrevemos as ruas,
Uma sombra,
Desfazendo-se em duas.
E tu como um filme,
Na vertigem da morte
Eu aqui nesta sorte

A mão a um passo da pele.
Sem saberes,
Inventaste-me o céu.

A vida é um jogo,
Um instante infinito.
Um quarto de fogo,
A esconder cada grito
Antes do fim,
Antes de ti.

Amanhã, parto contigo.
Amanhã, foge comigo.
Amanhã, longe daqui.
Amanhã, leva-me em ti.undefined
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Terça-feira, 19 de Junho de 2007

A CADA NÃO QUE DIZES



A Rami al-Dura, de 12 anos, morto em 2000 pelas balas do ódio na Faixa de Gaza.

(Pedro Abrunhosa | Pedro Abrunhosa)

Lento,
Eu vi morrer o tempo,
Morto por fora e por dentro,
Como um pai enganado,
Um filho roubado,
Uma mão de soldado, um pecado,
Um cálice, um príncipe,
E num salto de lince,
Um fim que está perto,
Um quarto deserto,
Dois tiros no escuro, um peito feito no muro
E o rosto já frio, o som da morte no cio,
O passo a compasso
Das botas cardadas,
Espadas à espera,
O gume,
O lume da fera.
E ninguém percebeu que o mundo inteiro sou eu.

Longe,
Um mar que se rasga e me foge,
Uma dor que, por mais que se aloje, não vale o aço da bala
Coração que me embala, que estala, que empala no medo,
Um dédalo, um dedo,
Um gatilho já preso,
Um rastilho aceso, um fogo às cores pelo céu,
Desenhos loucos no breu,
Pintura pura a canhão,
Talvez vinte homens não cheguem,
Talvez aqueles me levem,
Talvez os outros se lembrem,
Que são homens como os que fogem
E nenhum Deus é maior,
Num ódio feito de dor,
E ninguém reparou que o mundo inteiro parou.

A cada não que dizes,
Abre-se um lugar no céu.
A cada não que dizes,
Abre-se um lugar no céu.



Fracos,
Como farrapos na cama,
Orgulho feito de lama, e o verbo ser a partir.
Palavras presas na alma, ruas de vento e vivalma,
Um límpido tiro, um suspenso suspiro,
Pietá nas notícias,
Gravatas impunes negando as sevícias
Vozes de ferro, de fogo, de fome, de fuga, de facas,
E as rugas pobres, já fracas,
Um poço morto de sede,
Grafftis numa parede,
E ninguém percebeu, que o mundo inteiro sou eu.

Outros,
Loucos, perdidos, sentidos certeiros,
Crianças feitas guerreiros,
A quem foi roubado o perdão,
Dois braços cheios de pão,
Napalm, na palma da mão,
Um fósforo fátuo,
Nos jornais o retrato
De um estilhaço, um abraço,
Um pedaço de espaço
De uma pátria sem chão.
Uma pétala pródiga, um remorso confesso,
Talvez a dor no regresso,
Talvez um dia o inverso,
Mas isso já eu não peço,
O mundo inteiro a fugir,
O mundo inteiro a pedir.
Que se oiça alto o teu Não.

A cada não que dizes,
Abre-se um lugar no céu.
A cada não que dizes,
Abre-se um lugar no céu.

Lento,
Longe,
Fracos,
Outros.
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Segunda-feira, 18 de Junho de 2007

Pedro Abrunhosa & Bandemónio Apresentam "LUZ" ao vivo | 26 de Junho Paradise Garage

"Luz" o quinto disco de originais de Pedro Abrunhosa & Bandemónio chega ao mercado no dia 25 de Junho.

Até ao dia 24 de Junho pode fazer a pré-compra do disco na Fnac e ganhar um bilhete para o concerto de apresentação de "Luz" dia 26 de Junho, no paradise Garage. 

Esta oferta é limitada à lotação da sala, pelo que pode esgotar a qualquer momento.


Publicado por Universal Music Portugal às 18:23
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É SEMPRE TARDE DEMAIS


(Pedro Abrunhosa | Pedro Abrunhosa)

Se um dia
O chão te disser
Que os teus passos
Penetram as sombras
Da sorte,
E os néons
Crepitam palavras
Em vãos de escada
Onde fintas a morte,
[Então] mil carros atravessam a tua vida
E a tua alma, que é de luz,
Foge das mãos,
Esconde-se em “Nãos”
Que o teu preço seduz.

É tempo de fechares os olhos
É tempo de pensares em ti
É tempo de fechares os olhos
É tempo de pensares em ti
E cada dia é um dia a mais para o céu
E para ti é sempre

Tarde demais
Tarde demais...
Tarde demais
Tarde demais...

Se uma noite
O fim te chegar
Na calada de um beijo
Tardio,
E os faróis
De um carro de prata
Te perderem na mata
Ou na bruma do cio,
Vais querer voltar ao princípio
Mas afinal só se nasce uma vez
E essa vez morreu.
E depois é tudo assim,
Um pouco louco,


Distante, constante
Essa dor, essa cor,
Que a vida te deu.

É tempo de fechares os olhos
É tempo de pensares em ti
É tempo de fechares os olhos
É tempo de pensares em ti
E cada dia é um dia a mais para o céu
E para ti é sempre

Tarde demais
Tarde demais...
Tarde demais
Tarde demais...

É cedo demais…

Publicado por Universal Music Portugal às 00:00
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Domingo, 17 de Junho de 2007

DEALER E DILEMA


(Pedro Abrunhosa | Pedro Abrunhosa)

Tenho um quadrado de cimento em que me deito,
Não há lugar para um futuro tão estreito,
Sigo o asfalto, lá do alto do meu prédio
Tenho pr’a mim que a tentação não tem remédio.
E se me mato, se me trato em directo,
Abro o jornal, qualquer canal, sou predilecto,
E na TV, no DVD, fazem-me estrela,
Ontem ninguém, hoje, quem sabe, uma novela.

Tanto barulho, tanto engulho no deserto,
Está aqui escrito que este plano bate certo,
Mato o juíz, mato a perdiz, mato o sobreiro
Com um só tiro, mas um tiro bem certeiro.
Diz quanto custa à minha custa o teu perdão,
Um carro novo com motor de foguetão,
Uma vivenda, uma merenda a vida inteira
Fazer Domingo de Segunda a Sexta-feira.

Eu não sei onde é a saída,
Se é no beco ou na avenida.
Ai, País, País é um problema, vive

Entre o dealer e o dilema,
Entre a sesta e o sistema.
Entre o dealer e o dilema
Entre a sesta e o sistema.

Tenho um petardo lá na cave do anexo,
Vem nos jornais que sou um gajo complexo,
No futebol talvez o leve pr’a tribuna,
Não há lugar onde o país mais se desuna.
Sou visionário ao contrário do que se pensa,
Ter tantos cargos faz a vida tão intensa,
Entre a medalha, e a canalha nunca vai,
Se é de madeira esta cadeira um dia cai.

Tenho a certeza que à mesa sou honesto,
Um envelope no decote compra o resto,
Um escadote para subir até ao fundo,
Lugar cativo lá no céu do outro mundo.
Quero uma estátua de prata à minha porta,
Que a redenção é coisa que não me importa,
Quero um cavalo, quero um trono onde me sente
Se não sou rei, porque não ser presidente?

Eu não sei onde é a saída,
Se é no beco ou na avenida.
Ai, País, País é um problema,

Vive entre o
Dealer e o dilema,
Entre a sesta e o sistema.
Entre Dealer e dilema
Entre a sesta e o sistema.

Publicado por Universal Music Portugal às 00:00
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Sábado, 16 de Junho de 2007

BALADA DE GISBERTA


(Pedro Abrunhosa | Pedro Abrunhosa)

Perdi-me do nome,
Hoje podes chamar-me de tua,
Dancei em palácios,
Hoje danço na rua.
Vesti-me de sonhos,
Hoje visto as bermas da estrada,
De que serve voltar
Quando se volta p’rò nada.

Eu não sei se um Anjo me chama,
Eu não sei dos mil homens na cama
E o céu não pode esperar.
Eu não sei se a noite me leva,
Eu não ouço o meu grito na treva,
O fim vem-me buscar.

Sambei na avenida,
No escuro fui porta-estandarte,
Apagaram-se as luzes,
É o futuro que parte.
Escrevi o desejo,
Corações que já esqueci,
Com sedas matei
E com ferros morri.

Eu não sei se um Anjo me chama,
Eu não sei dos mil homens na cama
E o céu não pode esperar.
Eu não sei se a noite me leva,
Eu não ouço o meu grito na treva,
O fim vem-me buscar.

Trouxe pouco,
Levo menos,
E a distância até ao fundo é tão pequena,
No fundo, é tão pequena,
A queda.

E o amor é tão longe,
O amor é tão longe… (…)

E a dor é tão perto.

Publicado por Universal Music Portugal às 00:00
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